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Acordo de Recuperação Fiscal é única alternativa viável para finanças do Estado

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Cairoli demonstrou otimismo sobre acordo ainda neste mês após solucionar entraves com Secretaria do Tesouro Nacional
Cairoli demonstrou otimismo sobre acordo ainda neste mês após solucionar entraves com Secretaria do Tesouro Nacional - Foto: Marcelo Ermel/GVG

O vice-governador José Paulo Cairoli esteve em Brasília, nesta quarta-feira (6), em reunião na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para definir os últimos ajustes do plano de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. No encontro, foram solucionados alguns entraves no processo e estima-se que na próxima semana sejam concluídas as tratativas para a assinar o pré-acordo ainda neste mês de junho.

Ao lado do secretário da Fazenda, Luiz Antônio Bins, e do procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, Cairoli se mostrou otimista com o resultado da reunião. "Com o pré-acordo sendo assinado este mês, teremos sete meses, que é o que estamos propondo, com renovação de mais cinco meses, para assinar o acordo. Entendemos que não tem outra alternativa, é o acordo ou o acordo", enfatizou.

O vice-governador lamentou que a Assembleia tenha rejeitado a proposta de plebiscito para outubro, pois, segundo ele, é uma medida pensada para o futuro do Estado e faz parte das contrapartidas para a adesão ao RRF. "Temos muita clareza do que estamos propondo e o que está sendo feito no nosso mandato não é para resolver agora, mas olhar uma perspectiva para os próximos governos", afirmou.

A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal possibilitará que Estado fique isento do pagamento da dívida com a União por três anos, prorrogáveis por mais três, um alívio de R$ 11,3 bilhões para o caixa estadual até 2020. Na prática, o não pagamento da dívida possibilitaria atrair novos investimentos e representaria melhorias em áreas básicas como saúde, educação e segurança.

Texto: Tamiris Souza/GVG
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

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